Ir para o conteúdo

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Copom mantém cautela com juros diante de tensões globais e inflação

Diante de incertezas globais e inflação persistente, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central adota cautela na redução da taxa Selic, mantendo-a em 14,5% ao ano.

Compartilhe
WhatsApp
Copom mantém cautela com juros diante de tensões globais e inflação

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter a moderação na redução da taxa Selic, os juros básicos da economia, devido às incertezas geradas pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e a expectativa de uma inflação mais persistente. A ata da reunião, divulgada nesta terça-feira (5), revelou que o colegiado reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, mas adota uma postura de cautela.

O BC informou que está monitorando o conflito no Oriente Médio e seus possíveis efeitos sobre a inflação, além das incertezas relacionadas à política econômica dos Estados Unidos. O conflito entre EUA e Irã tem impactado a navegação no Estreito de Ormuz, afetando o fornecimento de petróleo e fertilizantes, o que pode gerar impactos duradouros nas cadeias de produção e distribuição.

A escalada da guerra trouxe preocupações sobre uma "desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos", especialmente para 2028. A previsão do mercado para o IPCA, a inflação oficial, é de 4,89% este ano. O Banco Central reforça que a manutenção de uma postura restritiva para a Selic é necessária para trazer a inflação de volta à meta de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Apesar dos eventos recentes, o Copom considerou que o ciclo de redução dos juros pode prosseguir, com ajustes no ritmo e extensão conforme novas informações surjam. A taxa Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação.

Leia também