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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Banco Central eleva tom e adverte sobre juros mais altos por mais tempo

BC sinaliza juros mais altos por mais tempo devido à inflação e expectativas desancoradas. Ciclo de cortes pode ser encurtado.

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Banco Central eleva tom e adverte sobre juros mais altos por mais tempo

O Banco Central sinalizou que o ciclo de cortes na taxa de juros deve continuar em ritmo lento e pode ser mais curto do que o esperado. A diretoria do órgão expressou maior preocupação com os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a inflação e as expectativas do mercado financeiro, conforme revelado na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

A deterioração da inflação atual e a desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos levaram o BC a defender uma política monetária mais restritiva por um período estendido. O cenário de incertezas globais e domésticas contribui para essa postura cautelosa.

As projeções do próprio Banco Central para o fim de 2027 foram revistas para 3,5%, ante 3,3% anteriormente. Pesquisas com o mercado financeiro indicam uma leve alta nas expectativas de IPCA para 3,64% em 2028. O BC ressalta a importância da convergência das expectativas para a meta de inflação e cobra maior "harmonização" entre as políticas fiscal e monetária.

A ata destaca que em um ambiente de expectativas desancoradas, é necessária uma restrição monetária maior e por mais tempo. O BC busca equilibrar a necessidade de reduzir os juros para estimular a economia com o controle das projeções de inflação, diante de um cenário externo adverso e da ausência de sinais claros de melhora no conflito no Oriente Médio e da política fiscal.

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