A filha de Diego Maradona, Gianinna Maradona, afirmou em entrevista que existia um plano para controlar o pai, que acabou "saindo do controle". A declaração surge em meio ao julgamento da equipe médica do ex-jogador, acusada de homicídio com dolo eventual pela morte de Maradona, aos 60 anos, durante internação domiciliar.
Gianinna suspeita que o empresário Matías Morla, o ex-secretário Maximiliano Pomargo e a contadora Vanesa Morla, além da equipe médica, tinham a intenção de controlar o pai para benefício financeiro. "Sei que havia um plano, certamente havia um plano, e que alguém o dirigia, e certamente saiu do controle dele", disse Gianinna em entrevista virtual.
A acusação sustenta que Maradona foi vítima de negligência criminosa por parte de uma equipe médica descrita como "amadora". Os réus, incluindo o neurocirurgião Leopoldo Luque e a psiquiatra Agustina Cosachov, negam as acusações. Sete profissionais de saúde correm o risco de pegar até 25 anos de prisão.
Gianinna acredita que as decisões médicas, como a internação domiciliar em vez de uma instituição psiquiátrica, foram motivadas por interesses econômicos. "Não servia para eles que meu pai estivesse internado em um psiquiátrico porque muita coisa relacionada ao Morla cairia por terra", denunciou.
Ela relatou ter percebido sinais de deterioração física em Maradona, como inchaço, que foram minimizados pela equipe médica. Os áudios vazados dos médicos, que Gianinna classificou como "repulsivos" e "assustadores", revelam que eles se preocupavam em se proteger legalmente enquanto a saúde do jogador piorava.