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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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JUDICIÁRIO

Dino alerta para novas manobras no Judiciário após teto de gastos com penduricalhos

Ministro Flávio Dino alerta para novas estratégias de remuneração no Judiciário após STF limitar gastos extras. Juízes pedem adiamento e argumentam dificuldades na aplicação das regras.

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Dino alerta para novas manobras no Judiciário após teto de gastos com penduricalhos

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), alertou nesta quinta-feira para o surgimento de novas "assimetrias" e "criatividades" no Judiciário. A declaração surge após a decisão do STF de limitar o pagamento de verbas extras, os chamados penduricalhos, para magistrados e membros do Ministério Público.

Dino afirmou que o teto de 35% para esses pagamentos, antes visto como limite, pode estar se tornando um novo "piso". Ele expressou preocupação com o que chamou de "criatividade" para atingir esse patamar, temendo um "novo caos" e "emaranhados e confusões". O ministro citou a criação de novas parcelas, distintas do que foi decidido pela Corte.

A manifestação ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes indicar que aguardará a publicação do acórdão sobre o julgamento dos penduricalhos. Entidades da magistratura solicitaram ao STF o adiamento da implementação da decisão, alegando dificuldades em compreender e operacionalizar as novas regras.

As associações de juízes argumentam que os tribunais enfrentam desafios para aplicar a decisão do STF, que definiu quais verbas indenizatórias podem ser pagas e estabeleceu o teto de 35%. Eles pedem especificamente que a suspensão não afete o Adicional por Tempo de Serviço (ATS), conhecido como "parcela de valorização por tempo de antiguidade na carreira", solicitando sua implementação imediata.

Moraes declarou que aguardará a publicação do acórdão para decidir sobre o pedido de adiamento. O STF havia estabelecido que o limite para os penduricalhos entraria em vigor a partir da remuneração de abril, paga em maio. Os juízes buscam adiar o prazo por pelo menos 30 dias após o julgamento de um eventual recurso e que a operacionalização do teto ocorra um mês depois de todo o processo.

O presidente do STF, Edson Fachin, subscreveu a posição de Moraes, e Dino sinalizou que também aguardaria, considerando a medida a mais "prudente". Moraes explicou que, embora a maioria dos tribunais tenha cortado os pagamentos, a implementação do novo ATS ainda não ocorreu por falta de agilidade, gerando desbalanceamento.

Fonte: O Globo

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