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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

INVESTIGAÇÃO

MPRJ ouve familiares de vítimas da Operação Contenção para esclarecer mortes

MPRJ ouve familiares de vítimas da Operação Contenção para esclarecer mortes. Investigação busca entender circunstâncias das 122 mortes e já resultou em denúncias contra policiais.

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MPRJ ouve familiares de vítimas da Operação Contenção para esclarecer mortes

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) reuniu-se nesta terça-feira (28) com parentes de 122 pessoas mortas na Operação Contenção, realizada em outubro de 2025 nos Complexos da Penha e do Alemão. O objetivo é coletar depoimentos para elucidar as circunstâncias das mortes, que incluíram cinco policiais. A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ), com apoio da ouvidoria itinerante, no quartel do Corpo de Bombeiros da Penha.

Promotores buscam ativamente os familiares desde o início das investigações para entender a dinâmica da operação e garantir transparência sobre o andamento do processo. A proximidade do local de atendimento com a área da ação visa facilitar o acesso à justiça.

Laura Minc, assistente do Gaesp, destacou que a iniciativa busca aumentar a participação de familiares que não puderam comparecer anteriormente devido a conflitos de agenda ou outras dificuldades.

David Faria, ouvidor do MPRJ, ressaltou a importância da escuta ativa dos parentes, reforçando o papel da ouvidoria como porta de entrada para o cidadão e na proteção dos direitos humanos, conforme determina a ADPF 635, que exige ampla atuação do MP em casos de letalidade policial.

Desde a operação, o MPRJ instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) autônomo, monitora operações em tempo real e acionou protocolos da ADPF 635. Foram requisitados dados das polícias Civil e Militar, ouvidos agentes e realizadas perícias. O Gaesp também analisa mais de 3.600 horas de gravações de câmeras corporais e recomendou a edição de protocolos conjuntos para reduzir riscos e letalidade em operações, além de aprimorar o uso de câmeras portáteis.

Até o momento, o Gaesp e a Auditoria da Justiça Militar apresentaram oito denúncias contra 27 policiais militares por crimes como apropriação de armamento, furto, invasão de domicílio, constrangimento de moradores e obstrução de câmeras.

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