O chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, afirmou nesta quarta-feira (29/04/2026) que o voto popular é um princípio "muito caro" ao ser questionado sobre a eleição para o mandato-tampão ao governo do Rio de Janeiro. A declaração ocorreu durante sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde indicou ser "totalmente contra o aborto". Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, busca aprovação para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
Em sua fala inicial, Messias defendeu mudanças no STF, enalteceu Deus e buscou votos da oposição. Ele se declarou "totalmente contra o aborto", classificando-o como crime, mas ressaltou a importância de separar convicções pessoais da atuação institucional e a competência do Congresso para legislar sobre o tema. Messias também defendeu a necessidade de investigações terem começo, meio e fim, e que o processo penal não seja ato de vingança.
O indicado abordou a atuação do STF, defendendo o "aperfeiçoamento" da Corte e a transparência. Ele também se manifestou a favor da separação de Poderes, afirmando que o STF "não deve ser o Procon da política". Messias se apresentou como um técnico em sua trajetória profissional, citando sua passagem pelo governo Dilma Rousseff. Ele elogiou a postura de senadores da oposição, como Flávio Bolsonaro, e reiterou que atuou no "estrito cumprimento do dever legal" nas investigações após os atos de 8 de janeiro.