Kevin Warsh, indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para presidir o Federal Reserve, deu um passo importante nesta quarta-feira (29). O Comitê Bancário do Senado aprovou sua indicação por 13 votos a 11, refletindo as divisões partidárias. Com a aprovação, Warsh está mais perto de assumir o cargo antes do fim do mandato de Jerome Powell, em 15 de maio.
A indicação de Warsh enfrentou resistência, especialmente do senador republicano Thom Tillis, que bloqueou a nomeação até que o Departamento de Justiça concordasse em suspender uma investigação criminal sobre estouros de custos na reforma da sede do Fed. Tillis afirmou ter recebido garantias de que o caso não será reaberto, a menos que haja um encaminhamento criminal pelo inspetor-geral do Fed.
Os democratas, contudo, expressaram preocupação. A senadora Elizabeth Warren alertou sobre a intenção de Trump de controlar o Fed e pediu o fim de uma ação judicial envolvendo a diretora do banco central, Lisa Cook. Warren argumentou que a confirmação de Warsh permitiria a Trump dominar a política monetária.
Warsh prometeu uma "mudança de regime" no Fed, incluindo a redução do balanço da instituição, atualmente em US$ 6,7 trilhões, a implementação de um novo arcabouço para o controle da inflação e alterações na comunicação do banco central com o público. Detalhes sobre a execução dessas propostas ainda são escassos.