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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Acordo Mercosul-UE zera tarifas de 80% das exportações brasileiras para Europa

Acordo Mercosul-UE entra em vigor nesta sexta-feira (1º) e elimina tarifas de importação para mais de 80% dos produtos brasileiros exportados para o bloco europeu, impulsionando competitividade e acesso a um mercado de 700 milhões de consumidores.

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Acordo Mercosul-UE zera tarifas de 80% das exportações brasileiras para Europa

A partir desta sexta-feira (1º), o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia entra em vigor, zerando as tarifas de importação para mais de 80% dos produtos exportados pelo Brasil para o bloco europeu. A informação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com a medida, empresas brasileiras terão redução de custos e aumento de competitividade no mercado europeu.

O acordo estabelece uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, conectando um mercado de mais de 700 milhões de consumidores. Segundo a CNI, mais de 5 mil produtos brasileiros, incluindo itens industriais e agrícolas, terão tarifa zero imediatamente. Dos 2.932 produtos com tarifa zerada no início, cerca de 93% são bens industriais.

Setores como máquinas e equipamentos, alimentos, metalurgia, máquinas elétricas e produtos químicos devem ser os mais beneficiados. Quase 96% das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos para a Europa passarão a entrar sem tarifa, incluindo compressores, bombas industriais e peças mecânicas.

O tratado é estratégico e amplia o alcance comercial do Brasil. Atualmente, países com acordos comerciais do Brasil representam 9% das importações globais; com a União Europeia, esse número pode saltar para mais de 37%. O acordo também traz previsibilidade com regras claras sobre comércio, compras governamentais e padrões técnicos.

A redução de tarifas será gradual para itens sensíveis: em até 10 anos na União Europeia e 15 anos no Mercosul, podendo chegar a 30 anos para novas tecnologias. A entrada em vigor marca o início da implementação, com etapas futuras como a regulamentação de cotas de exportação e a criação de um comitê para acompanhar o acordo.

Fonte: Agência Brasil

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