A Human Rights Watch (HRW) expressou nesta segunda-feira (27) sérias preocupações sobre a Copa do Mundo de 2026, que será sediada nos Estados Unidos, Canadá e México. A organização teme que a política anti-migratória do presidente Donald Trump crie um ambiente de "exclusão e medo" para migrantes e visitantes no país.
Em um documento direcionado a jornalistas que cobrirão o evento, a HRW alertou que torcedores, jornalistas e outros visitantes correm o risco de "prisão, expulsão ou discriminação" nos Estados Unidos devido às políticas da administração Trump.
A organização criticou a FIFA por sua "resposta tímida" e por não usar sua influência para pressionar o governo americano. Maja Liebing, da HRW, afirmou que os direitos humanos estão prejudicados pelas políticas atuais.
A HRW citou dados do governo americano que indicam 167.000 detenções em cidades-sede do torneio entre o início de 2025 e o início de 2026. Um caso específico mencionado foi a detenção e expulsão de um solicitante de asilo que viajou para assistir a uma final do Mundial de Clubes.
Quatro seleções classificadas para a Copa – Irã, Haiti, Senegal e Costa do Marfim – podem jogar sem torcedores devido a proibições de viagem impostas pelo governo dos EUA a cidadãos desses países.
Andrea Florence, da Sport & Rights Alliance, pediu à FIFA que garanta o respeito e o progresso dos direitos humanos durante o Mundial.