Um vídeo inédito de 17 minutos exibido em tribunal nesta quinta-feira (25) reascendeu as suspeitas de negligência médica na morte de Diego Armando Maradona. As imagens, que mostram o craque argentino em seu leito de morte na casa onde faleceu, revelaram um corpo inchado e a ausência de equipamentos médicos no quarto. A família de Maradona se emocionou durante a exibição.
O socorrista Juan Carlos Pinto, que atendeu Maradona, relatou ao tribunal que o corpo do jogador apresentava inchaços anormais, com rosto e abdômen muito inchados, além de edema nos membros. Pinto acredita que o quadro foi causado por acúmulo de líquidos, possivelmente associado a cirrose hepática.
Pinto também destacou a falta de equipamentos médicos, como desfibrilador ou oxigênio, no quarto, o que contradiz a tese de que Maradona recebia cuidados especializados em casa após uma cirurgia cerebral. Um policial que esteve no local corroborou a ausência de aparelhos médicos.
Sete profissionais de saúde são investigados por negligência e homicídio no novo julgamento, que começou na última terça-feira. Os acusados, que negam responsabilidade e alegam morte natural, podem pegar de 8 a 25 anos de prisão. Maradona morreu em 2020, aos 60 anos, após cirurgia cerebral, com diagnósticos de insuficiência cardíaca e edema pulmonar.