O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou nesta quinta-feira (23) a condenação do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, à inelegibilidade até 2030. A publicação do acórdão, que detalha os votos dos ministros, abre caminho para o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir sobre as próximas eleições para o governo do estado.
O julgamento no STF definirá se a escolha do novo governador ocorrerá por voto popular (eleição direta) ou através da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) (eleição indireta). Atualmente, o placar no STF é de 4 a 1 a favor das eleições indiretas.
A decisão do TSE sobre a inelegibilidade de Castro e a realização de eleições indiretas para um mandato-tampão ocorreu em 23 de março. O PSD recorreu ao STF defendendo eleições diretas. Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador em 3 de abril, antes do prazo final de desincompatibilização, em uma manobra vista por analistas como uma tentativa de influenciar a eleição indireta de um aliado.
Com a saída de Castro e a cassação do então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, na mesma decisão do TSE, o estado do Rio de Janeiro está sem vice-governador. O presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, permanece no cargo interinamente enquanto o STF não finaliza o julgamento.