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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Paulistanos se definem mais pela esquerda e direita, aponta estudo

Pesquisa Monitor do Debate Político revela que identificação com esquerda e direita cresce em São Paulo, enquanto a parcela sem posições ideológicas cai. Apoio a cotas e aborto aumenta, assim como o do porte de armas.

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Paulistanos se definem mais pela esquerda e direita, aponta estudo

A população de São Paulo demonstra uma tendência crescente de se identificar ideologicamente com a esquerda ou a direita. A pesquisa Monitor do Debate Político, do Cebrap e USP, revela que o número de paulistanos que se declaram de esquerda saltou de 16% em 2019 para 28% em 2026. O grupo de direita também apresentou crescimento, passando de 9% para 21% no mesmo período. Paralelamente, a parcela de pessoas que não se identificam com nenhum campo ideológico caiu de 57% para 39%.

Os pesquisadores associam essa movimentação à polarização afetiva observada internacionalmente. Apesar de as opiniões políticas individuais não serem tão extremas quanto o debate público sugere, as identidades políticas se fortaleceram recentemente, tornando a ideologia um fator mais central na percepção da política pelos indivíduos.

O estudo também analisou atitudes políticas e temas de "guerras culturais". O apoio a cotas raciais em universidades aumentou de 57% para 69% entre 2019 e 2026. A aprovação ao direito ao aborto para mulheres subiu de 42% para 51%. Já o apoio ao porte de armas por "cidadãos de bem" cresceu de 28% para 37%.

Novas perguntas na edição de 2026 indicam que 72% concordam com o respeito a mulheres transexuais como mulheres, e 27% concordam que a mulher deve obedecer o marido.

Na identificação partidária, o PT caiu de 29% em 2023 para 22% em 2026, enquanto o PL manteve 8%. O número de paulistanos sem identificação partidária aumentou de 51% para 59%.

A pesquisa ouviu 1.295 pessoas em São Paulo entre 11 e 18 de abril de 2026, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Fonte: O Globo

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