Dirigentes de clubes esportivos de todo o Brasil se reúnem em Brasília nesta terça-feira para protestar contra os impactos da reforma tributária no setor. A Confederação Nacional dos Clubes (FENACLUBES) e o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) organizam a mobilização no Senado Federal para debater as consequências da nova legislação para entidades sem fins lucrativos, que podem sofrer com a sustentabilidade financeira a partir de 2027.
A principal preocupação é a disparidade fiscal: clubes associativos pagarão 15,5% de impostos sobre a receita bruta, enquanto as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) pagarão apenas 6%. O Flamengo, por exemplo, estima um custo adicional de R$ 450 a R$ 746 milhões em impostos ao longo de oito anos caso permaneça como associação.
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, participará de um evento em Campinas nesta quinta-feira para discutir o tema. A FENACLUBES e o CBC esperam que a presença massiva de representantes do esporte fortaleça o diálogo com os parlamentares e leve à criação de soluções que garantam a continuidade dos projetos sociais e de formação de atletas.
A mobilização faz parte de uma estratégia que já incluiu campanhas como 'Luto no Esporte' e audiências na Câmara dos Deputados, onde o governo federal se comprometeu a avaliar a criação de uma proposta de imunidade tributária para o segmento. No entanto, ainda não houve avanços concretos nas medidas prometidas.