A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta quarta-feira reajustes tarifários que variam de 5% a 15% na conta de luz de consumidores em nove estados. A decisão impacta quase 50 milhões de brasileiros e representa uma nova preocupação para o governo federal, que busca mitigar os efeitos no orçamento das famílias.
As altas podem chegar a 15,12% com a CPFL Santa Cruz, que atende cidades em São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Outras distribuidoras como CPFL Paulista, Energisa e companhias do Nordeste também terão reajustes. A média geral de aumento prevista pela Aneel para 2026 é de 8%, acima da inflação projetada.
Para suavizar o impacto imediato, algumas distribuidoras, como a Coelba e a Energisa, utilizaram o mecanismo de diferimento. Isso permite aplicar um reajuste menor agora, com a diferença sendo compensada no próximo ciclo tarifário.
Especialistas alertam que o custo da energia elétrica deve voltar a pesar no bolso dos brasileiros neste ano. A previsão é de que os subsídios ao setor elétrico, pagos pelos consumidores, alcancem R$ 47,8 bilhões em 2026, um aumento de 17,7% em relação a 2025. No ano passado, a conta de luz residencial já havia subido 12,31%.