Os acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram nesta quarta-feira (22) um aumento de capital de até R$ 8,81 bilhões. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária e visa fortalecer a instituição, cujo principal acionista é o Governo do Distrito Federal (GDF).
A proposta prevê a emissão de ações ordinárias e preferenciais a R$ 5,36 cada, por subscrição privada. Com isso, o capital social do banco pode saltar dos atuais R$ 2,344 bilhões para até R$ 11,16 bilhões.
O aumento de capital busca assegurar a capitalização do banco, ampliar sua capacidade de crescimento e reforçar seus indicadores prudenciais e patrimoniais. O Conselho de Administração foi autorizado a tomar as providências necessárias.
A assembleia também homologou as nomeações de Nelson Antônio de Souza como presidente e de Joaquim Lima de Oliveira e Sergio Iunes Brito para o Conselho de Administração.
O BRB enfrenta uma crise institucional após a Polícia Federal expor um esquema de fraudes financeiras, resultando em prejuízo bilionário na aquisição de créditos do Banco Master. O controlador do Master, Daniel Vorcaro, está preso, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado e preso sob suspeita de envolvimento em crimes financeiros.
Em busca de soluções, o BRB anunciou um acordo com a gestora Quadra Capital para vender os ativos adquiridos do Banco Master. A Quadra se comprometeu a pagar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões à vista, e mais R$ 11 bilhões a R$ 12 bilhões, dependendo do retorno na cobrança dos créditos. A operação depende da análise do Banco Central.
Especialistas avaliam que o acordo pode atenuar a crise, mas não a resolverá completamente, indicando a necessidade de outras ações e possível mudança na estratégia de negócios do banco.