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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Douglas Ruas assume presidência da Alerj e aposta no diálogo para sucessão no Rio

Douglas Ruas (PL) assume a presidência da Alerj e defende o diálogo como solução para a crise de sucessão no Rio de Janeiro, enquanto o STF julga o caso. A eleição foi marcada por controvérsias e boicotes.

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Douglas Ruas assume presidência da Alerj e aposta no diálogo para sucessão no Rio

O recém-eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), declarou neste sábado (18/04/2026) que o diálogo será o caminho para solucionar a crise de sucessão no estado e assegurar a estabilidade institucional. Ruas afirmou não ter interesse em litígios judiciais para definir os rumos do Palácio Guanabara.

A declaração surge após a vitória de Ruas na Alerj na sexta-feira (17/04/2026),Tendo como seu principal apoiador o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência, Ruas busca destravar a posse no governo, atualmente ocupado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto. A decisão final sobre a chefia do executivo fluminense cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde um julgamento sobre o tema está em andamento.

A Assembleia não dará um passo a não ser através de um diálogo com as demais instituições da República. Não temos qualquer interesse em batalha judicial, pelo simples fato de entendermos que isso em nada ajuda o povo do Rio de Janeiro", disse Ruas. A fala reforça seu pronunciamento inicial como presidente da Alerj, onde prometeu buscar o diálogo com o governador em exercício e o Judiciário.

O PL planeja protocolar uma petição no STF na próxima segunda-feira (21/04/2026) com o resultado da eleição da Alerj, buscando acelerar uma resolução. Altineu Côrtes, presidente estadual do PL, expressou confiança de que Ruas tomará as atitudes necessárias para o cumprimento da Constituição, que prevê o presidente do Poder Legislativo como o segundo na linha sucessória após o governador.

A situação de vacância no governo estadual se deu após a condenação de Cláudio Castro (PL) pelo TSE por abuso de poder, seguida de sua renúncia. Com a ida do vice, Thiago Pampolha, para o Tribunal de Contas, e a cassação do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, abriu-se a dupla vacância. O STF debate as regras para o mandato-tampão até outubro, quando ocorrem as eleições regulares.

O julgamento no STF, interrompido por pedido de vista do ministro Flávio Dino, estava com placar de 4 a 1 a favor da eleição indireta pela Alerj. Contudo, Ricardo Couto permanece no comando até um desfecho. O grupo de Ruas pretende contestar a suspensão da linha sucessória.

Apesar disso, o PDT anunciou que acionará o STF para anular a eleição da Alerj e pedir nova votação com voto secreto, alegando interferência de milícias e do tráfico. O deputado estadual Vitor Júnior (PDT) defende o voto secreto para garantir um processo democrático.

A decisão de manter o voto aberto levou ao boicote do grupo alinhado a Eduardo Paes, com 25 parlamentares de diversos partidos deixando o plenário. Ruas criticou a iniciativa, elogiando o deputado Jari Oliveira (PSB) por participar e se abster, o que, para ele, representa o debate político.

Ruas foi eleito com 17 votos de seu partido, o PL, além de apoio de União Brasil (8), PP (4), Solidariedade (4) e Republicanos (3). A eleição de março, também para chefiar a Alerj, foi derrubada pela Justiça estadual.

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