O setor de transporte rodoviário, conhecido pela dificuldade em reduzir emissões, está intensificando o uso do biometano como alternativa aos combustíveis fósseis. Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aponta que o biometano emite até 9,44 vezes menos gás carbônico que o diesel B e 9,2 vezes menos que o gás natural, considerando todo o ciclo de vida do combustível.
Goiânia já opera oito ônibus articulados a biometano no sistema BRT e planeja expandir a frota para 501 veículos até 2027. Estes ônibus, fabricados pela Marcopolo em parceria com a Scania, têm capacidade para 145 passageiros e autonomia de mais de 400 km, similar aos modelos a diesel.
São Paulo utiliza quase 200 veículos elétricos e movidos a biometano para a coleta de resíduos. A Marcopolo também comercializa micro-ônibus a biometano e desenvolveu um modelo padrão, esperando iniciar as vendas ainda neste semestre. Ricardo Portolan, diretor da Marcopolo, destaca que o biometano oferece um custo menor e menor desafio de infraestrutura em comparação com os elétricos, além de vantagem ambiental sobre o diesel.
Na logística, a L’Oréal implementou uma frota com 16 caminhões a biometano e utiliza outros 50, conforme a demanda. A empresa adaptou sua infraestrutura e inaugurou um posto exclusivo de biometano em Jarinu (SP). Em 2024, a iniciativa reduziu as emissões em 750 toneladas de CO2 em comparação com 2023.
A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), no Rio de Janeiro, incorporou cem veículos a biometano, incluindo caminhões e poliguindastes, que emitem até 90% menos gases de efeito estufa e produzem menos ruído que os modelos a diesel.
Fonte: O Globo