Um bate-boca tenso entre os deputados estaduais Arilson Chiorato (PT) e Tito Barrichello (PL) marcou a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná na terça-feira (14/04/2026). A discussão, que quase resultou em agressão física, teve início após Chiorato, líder da oposição, referir-se ao senador Sergio Moro (PL-PR) como "sabor Paraná", insinuando uma identidade mais paulista do que paranaense.
Chiorato criticou Moro por, segundo ele, não ter abordado questões cruciais para o Paraná, como a privatização da Copel e as tarifas de pedágio, durante seu mandato. O deputado petista acusou o senador de usar esses temas apenas em sua pré-campanha ao governo do estado.
"O candidato ao governo do Estado, escolhido ontem, nunca se manifestou. Como o senador 'sabor Paraná', de essência paulista, vai discutir isso agora? Política é feita de postura e de trajetória", declarou Chiorato.
A fala de Chiorato provocou a reação de Barrichello, que solicitou direito de resposta para defender Moro. Chiorato tentou se justificar, alegando não ter mencionado o nome do deputado, mas o presidente da Assembleia, Alexandre Curi (Republicanos), interveio, citando um acordo para evitar discursos naquele dia.
Insatisfeito, Barrichello insistiu e acusou Chiorato de "conduta trapaceira" ao mencionar Moro. Chiorato, ao ser chamado de trapaceiro, dirigiu-se ao colega para tirar satisfações, sendo contidos por outros parlamentares para evitar o avanço da confusão.