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sábado, 24 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Governo busca capitalizar investigações do caso Master, mas esbarra em dilemas

Governo tenta usar operação contra fraudes no Banco Master para capitalizar politicamente, mas enfrenta receios sobre envolvimento de autoridades e impacto eleitoral. Ministro da Justiça concede entrevista sob estratégia de comunicação.

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Governo busca capitalizar
investigações do caso Master, mas esbarra em dilemas

Brasília - O governo federal tenta transformar a operação policial que resultou na prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique, em vitrine de seu combate à corrupção. A estratégia, articulada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), culminou em entrevista coletiva com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e diretores da Polícia Federal, nesta quinta-feira (16/04/2026).

Apesar da tentativa de exaltar ações do Executivo, a iniciativa enfrenta resistências internas e receios de aliados. O temor é que o caso, que apura fraudes no Banco Master, afete a corrida eleitoral deste ano. Embora não haja, até o momento, envolvimento direto de membros do governo, a repercussão negativa do escândalo financeiro é vista por correligionários do presidente Lula como um dos fatores para a queda em sua popularidade.

"A pesquisa é uma fotografia do momento, e reflete o crescimento do sentimento antissistema, principalmente por conta das denúncias de corrupção que o país está vivendo", avaliou o presidente do PT, Edinho Silva. "Aos olhos da sociedade, se existe corrupção, a responsabilidade é do governo, é das instituições, e o presidente da República é o maior líder institucional do país."

A comunicação do Planalto se vê dividida. Por um lado, há o receio de que as investigações toquem em ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com ligações com Daniel Vorcaro, dono do Master. Por outro, a defesa em dar mais visibilidade às ações para reforçar o discurso de Lula contra a corrupção, especialmente a "de cima" – como o presidente tem classificado.

O ministro Wellington César Lima e Silva negou que a entrevista tivesse motivação política. "A Secretaria de Comunicação Social (Secom) nos procurou dizendo que muitas pessoas estavam pedindo informações", afirmou, classificado a coletiva como um "dever de informar". A entrevista foi convocada após embates entre a Secom e a cúpula do PT, que defende associar o caso à oposição e vê nele um tema eleitoral.

A pré-campanha petista já elabora estratégias para vincular o caso Master aos adversários. No entanto, a cautela deve predominar nos ataques durante o período de formação de alianças com o centrão em diversos estados. Fonte: O Globo

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