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sábado, 24 de outubro de 2026

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POLÍTICA

TSE suspende julgamento sobre Roraima pela terceira vez

Ministro Nunes Marques diverge e pede suspensão do julgamento que pode levar a novas eleições em Roraima. Análise foi paralisada pela terceira vez.

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TSE suspende julgamento sobre Roraima pela terceira vez

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interrompeu pela terceira vez o julgamento que pode cassar o mandato do governador de Roraima, Edilson Damião (Republicanos), e determinar novas eleições no estado. A análise foi suspensa após pedido de vista da ministra Estela Aranha, com o placar em 1 a 1 em relação à realização de novo pleito.

O ministro Nunes Marques abriu divergência parcial ao votar pela inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium (PP), mas pela manutenção de Damião no cargo. Marques argumentou que sucessivas trocas de governantes às vésperas de eleições podem gerar instabilidade institucional, política, econômica e jurídica.

"A alternância da chefia do Poder Executivo estadual determinada por decisão judicial tem causado graves consequências de instabilidade política institucional, econômica e jurídica, especialmente quando ocorre próximo ao pleito vindouro", afirmou o ministro.

Segundo Nunes Marques, a cassação de Damião poderia levar a cinco governadores diferentes em seis meses, comprometendo a governabilidade. Ele também defendeu que Damião não participou diretamente das condutas investigadas e que a ação não deveria resultar em punição automática da chapa sem impacto direto na lisura do pleito.

O caso apura abuso de poder político e econômico pela criação e ampliação de programas sociais em ano eleitoral, além de repasses a municípios e uso de publicidade institucional. Denarium renunciou em março para disputar as eleições de outubro, o que levou Damião a assumir o governo.

A tendência majoritária da Corte era pela cassação da chapa e novas eleições, com votos favoráveis da relatora, Isabel Gallotti, e do ministro André Mendonça. A Procuradoria-Geral Eleitoral também pediu a inelegibilidade de Denarium por oito anos.

O pedido de vista de Estela Aranha ocorreu após a divergência de Nunes Marques, que introduziu uma divisão sobre as consequências da condenação. A ministra ressaltou que a posição de Marques configura uma "nova corrente" no julgamento.

A presidente do TSE, Cármen Lúcia, expressou preocupação com o tempo de tramitação do caso ao suspender o julgamento. Não há data para a retomada.

Fonte: O Globo

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