O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou suas projeções e agora espera que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil retorne à décima posição entre as maiores economias do mundo já em 2026, ultrapassando o Canadá. No ano passado, o Brasil ficou fora do grupo das dez maiores economias, com a Rússia assumindo a nona posição.
A projeção de crescimento do PIB brasileiro para este ano foi elevada de 1,6% para 1,9%. Essa revisão ocorre em contramão à perspectiva global, que foi reduzida de 3,3% para 3,1% devido ao aumento nos preços dos combustíveis, intensificado pela guerra entre EUA e Irã. O FMI considera este o maior choque do petróleo da história.
Tanto o Brasil quanto a Rússia se beneficiam da alta do petróleo. O FMI aumentou a projeção de crescimento da Rússia de 0,8% para 1,1%. O Brasil, com o pré-sal, tornou-se um exportador líquido de petróleo, o que contribui para o aumento de seu PIB em dólares, especialmente com a desvalorização cambial.
Para 2027, o FMI estima um crescimento de 2% para o PIB brasileiro, ligeiramente acima da projeção anterior devido à desaceleração da demanda global e custos mais altos. Apesar disso, o Brasil deve avançar para a nona posição, superando a Rússia.
As projeções indicam que o Brasil ultrapassará a Itália em 2028, alcançando a oitava posição, e deverá manter esse posto até o final da década. A longo prazo, a Índia é apontada como a grande ascensão, com previsão de superar a Alemanha em 2031 e se tornar a terceira maior economia mundial.
O FMI também destacou a resiliência do Brasil diante do choque no mercado de petróleo, citando reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívidas em moeda estrangeira e uma taxa de câmbio flexível.
O PIB per capita brasileiro para 2025 está estimado em US$ 10.685,69, posicionando o país abaixo da Albânia e acima de São Vicente e Granadinas. O ranking de PIB per capita em 2025 é liderado pelo Principado de Liechtenstein, seguido pelo Grão-ducado de Luxemburgo. Os EUA, apesar de terem o maior PIB nominal, caem para a oitava posição no ranking de PIB per capita.