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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Tarifa de energia de Itaipu deve cair em 2027, afirma diretor brasileiro

Diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri, garante que negociações visam redução significativa a partir de 2027, com impacto social e econômico positivo.

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Tarifa de energia de Itaipu deve cair em 2027, afirma diretor brasileiro

Foz do Iguaçu (PR) – A tarifa de energia da usina hidrelétrica de Itaipu, uma das maiores do mundo, tem previsão de redução a partir de 2027. A afirmação é de Enio Verri, diretor-geral brasileiro da binacional, que participou de entrevista a jornalistas na sede da empresa nesta segunda-feira (13). A expectativa é que o anúncio oficial da nova tarifa ocorra até dezembro deste ano.

A negociação gira em torno do Anexo C do Tratado de Itaipu, que define as bases financeiras e comerciais da usina. Verri destacou que a energia mais barata significa maior inclusão social e desenvolvimento para o país. "Para nós, política pública é energia barata, porque quanto mais barata for essa energia, mais inclusão social. Energia barata é para dona de casa, para o trabalhador, para o estudante. E para indústria também", declarou.

Em 2024, um acordo entre Brasil e Paraguai estabeleceu que o custo da energia de Itaipu consideraria apenas os gastos operacionais, com valor estimado entre US$ 10 e US$ 12 por quilowatt/mês. O custo atual, definido até dezembro de 2026, é de US$ 19,28 kW/mês, com a tarifa comercializada em US$ 17,66 kW/mês, graças a um aporte extra de US$ 285 milhões da própria Itaipu para subsidiar o preço.

O Tratado de Itaipu, firmado em 1973, prevê uma revisão do Anexo C após 50 anos, o que inclui as regras de precificação da energia. A geração é dividida igualmente entre Brasil e Paraguai, mas o país vizinho, que não consome toda sua cota, busca aumentar o valor da tarifa para financiar seu desenvolvimento. Já o Brasil visa reduzir o preço para os consumidores.

Uma das propostas em discussão é a possibilidade de o Paraguai vender sua cota de energia no mercado livre brasileiro. As decisões na diretoria de Itaipu exigem consenso entre os seis diretores brasileiros e seis paraguaios. As negociações envolvem os ministros das Relações Exteriores e de Minas e Energia de ambos os países, e a proposta final dependerá da aprovação dos parlamentos brasileiro e paraguaio.

Com 20 unidades geradoras e 14 mil megawatts de potência instalada, Itaipu é a terceira maior usina hidrelétrica do mundo em capacidade e responde por cerca de 8% da energia consumida no Brasil.

A usina também passa por um processo de atualização tecnológica, com investimento previsto de US$ 900 milhões até 2035, focado em modernizar sistemas eletrônicos e computacionais. A empresa estuda ainda a possibilidade de instalar mais duas turbinas ou aumentar a produtividade das unidades existentes.

Fonte: Agência Brasil

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