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sábado, 24 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Beto Louco propõe devolver R$ 1 bilhão em impostos sonegados em delação

Empresário conhecido como "Beto Louco" propõe acordo de delação premiada com o MP de São Paulo, prometendo devolver R$ 1 bilhão em impostos sonegados. Investigado em esquema de lavagem de dinheiro e adulteração de combustível, ele e seu "primo", Mohamad Mourad, foram localizados na Líbia.

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Beto Louco propõe devolver R$ 1 bilhão em impostos sonegados em delação

O empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como "Beto Louco", um dos principais alvos da Operação Carbono Oculto, propôs devolver até R$ 1 bilhão em tributos sonegados ao Estado de São Paulo em troca de uma proposta de delação premiada. A operação, deflagrada em agosto de 2025, investiga um esquema de lavagem de dinheiro, sonegação e adulteração de combustível.

Os documentos da delação foram entregues ao Ministério Público de São Paulo (MP/SP), que agora decidirá se aceita ou recusa a proposta. Inicialmente, o valor oferecido era de R$ 400 milhões, mas foi elevado para cerca de R$ 1 bilhão após estimativas da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) apontarem uma sonegação fiscal de ICMS de R$ 1,38 bilhão. Multas aplicadas às empresas de Beto Louco já somam R$ 300 milhões.

Segundo fontes ligadas ao acordo, Beto Louco apresentou documentos preliminares que podem auxiliar as autoridades, incluindo nomes de magistrados e servidores públicos. O empresário também se comprometeu a ressarcir os cofres públicos, um ponto considerado crucial e delicado em acordos de delação. As informações sobre o valor foram publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmadas pelo GLOBO.

A Polícia Federal (PF) investiga a ligação do esquema com postos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Beto Louco gerenciava as empresas Copape e Aster, utilizadas para as fraudes fiscais e lavagem de dinheiro. Ele e Mohamad Hussein Mourad, o "primo", apontado como líder da organização, expandiram os negócios para a compra de usinas de etanol, intimidando fazendeiros. Mourad é dono da Aster e teria ligações com a Copape e uma rede de postos em nome de laranjas.

Beto Louco e Mohamad Mourad foram localizados na Líbia, para onde fugiram após serem alvos da PF e do MP. Ambos estão na lista de foragidos da Interpol e negociam a delação através de seus advogados. Uma tentativa anterior de acordo, que citava políticos, foi rejeitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no ano passado.

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