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sábado, 24 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Alcolumbre critica "agressão permanente às instituições" após CPI pedir indiciamento de ministros do STF

Presidente do Senado critica "agressão permanente às instituições" após CPI pedir indiciamento de ministros do STF e procurador-geral. Relatório da CPI do Crime Organizado sugere crimes de responsabilidade.

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Alcolumbre critica "agressão permanente às instituições" após CPI pedir indiciamento de ministros do STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, declarou nesta terça-feira (14/04/2026) que as instituições republicanas sofrem uma "agressão permanente". A declaração surge após a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, em seu relatório final, ter solicitado o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade.

Alcolumbre, que não mencionou a CPI diretamente, expressou preocupação com o clima institucional. "Deixa o processo eleitoral de lado, estamos vivendo uma agressão permanente às instituições republicanas. Está muito cômodo ofender os outros. Está todo mundo passando limites institucionais", afirmou.

O relatório, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), será analisado pelo colegiado da CPI. Caso aprovado, o documento será encaminhado à Mesa do Senado, sob a presidência de Alcolumbre, e também ao Ministério Público Federal.

Ministros do STF, em caráter reservado, consideram o relatório da CPI "político" e com falhas factuais. Um magistrado apontou a imposição de sigilo a investigações como um ponto problemático, prática comum na Corte que se intensificou após a troca de relator no caso Master.

A avaliação no STF é que o episódio se soma a tentativas de deslegitimar decisões do tribunal. Há também uma percepção de que é necessário discutir novas regras para o funcionamento das CPIs no Congresso e no próprio Supremo.

A CPI baseia o pedido de indiciamento dos ministros em suspeição e quebra de decoro. No caso de Toffoli, a atuação em processos nos quais deveria se declarar impedido é citada. Moraes é questionado por atuações em situações com potencial impedimento e por decisões que teriam restringido apurações. Gilmar Mendes é mencionado por decisões que suspenderam medidas da comissão e anularam quebras de sigilo.

Para o procurador-geral Paulo Gonet, o indiciamento se fundamenta em suposta omissão no exercício do cargo, com o documento afirmando que ele teria sido "patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições".

A decisão sobre a abertura de processo de impeachment contra os ministros do STF, caso o relatório seja aprovado pela CPI e enviado ao Senado, caberá a Davi Alcolumbre.

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