O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, anunciou a demissão do presidente do INSS, Gilberto Waller, nesta segunda-feira. Segundo Queiroz, a demissão ocorreu porque Waller "não atacou o problema central da fila" de benefícios, que continuou a crescer durante sua gestão. O ministro afirmou que a crise dos descontos indevidos aos aposentados já foi superada e que o foco agora é melhorar a gestão do instituto.
Waller estava no cargo há 11 meses e assumiu em meio a investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões. A fila de requerimentos chegou a 2,7 milhões em março, gerando preocupação no Palácio do Planalto quanto ao impacto nas eleições deste ano.
Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira do INSS desde 2003, assume a presidência. Queiroz destacou que a nomeação atende a um antigo pedido dos servidores e reforça a presença feminina em cargos de liderança no governo.
O ministro também mencionou que sua permanência à frente do ministério foi a pedido do presidente Lula, em um momento de mudanças ministeriais para a disputa eleitoral. Ele ressaltou que o INSS agora se concentrará na análise de processos para a concessão de benefícios.
Waller assumiu o INSS após a deflagração da Operação Sem Desconto, que investigou fraudes contra aposentados. A operação aponta um esquema nacional de descontos não autorizados, com valores que podem chegar a R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.