A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou 0,88% em março. O resultado representa um aumento de 0,18 ponto percentual em relação a fevereiro, quando o índice foi de 0,70%. A alta foi impulsionada principalmente pelos setores de transportes e alimentação e bebidas, que juntos responderam por 76% do aumento do índice no mês.
No acumulado do ano, o IPCA já soma 1,92%, e nos últimos 12 meses, a alta é de 4,14%. O desempenho de março foi puxado pela alta de 4,59% na gasolina, que impactou diretamente o grupo de transportes. A passagem aérea e o diesel também contribuíram para o resultado.
No setor de alimentação e bebidas, os vilões foram o leite longa vida, com alta de 11,74%, e o tomate, com 20,31%. O grupo de transportes registrou a maior variação mensal, com 1,64%, seguido por alimentação e bebidas, com 1,56%.
Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, atribuiu parte do aumento às incertezas no cenário internacional, refletidas nos preços dos combustíveis. Ele também destacou a aceleração nos preços dos alimentos em casa, a maior desde abril de 2022, influenciada pela redução da oferta de alguns produtos e pelo aumento dos custos de frete.
O IPCA reflete a variação do custo de vida médio de famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos.