O candidato petista ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, enfrenta dificuldades para atrair um vice ligado ao agronegócio. Apesar dos esforços, o setor demonstra forte resistência e apoia majoritariamente o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Teresa Vendramini, pecuarista e ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), recusou o convite. A assessoria de Haddad também sondou Tirso Meirelles, presidente da Faesp, que alegou não se considerar um político. Meirelles, que tem forte influência nas regiões de Franca e Ribeirão Preto, foca atualmente no fortalecimento de pequenos e médios produtores rurais.
No interior paulista, produtores rurais criticam Haddad e o governo federal pela alta taxa Selic, que teria elevado os pedidos de recuperação judicial no agro. Segundo a Serasa Experian, os pedidos de recuperação judicial no setor atingiram um recorde em 2025, com 1.990 solicitações, um aumento de 56,4% em relação a 2024.
A taxação das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) a partir de janeiro de 2026 também é um ponto de discórdia. O setor produtivo vê a medida como uma forma de aumentar a arrecadação do governo, prejudicando o acesso a crédito para compra de maquinário e insumos.
Adicionalmente, o apoio do PT a grupos de sem-terra, que promovem invasões de propriedades rurais, gera descontentamento entre os fazendeiros.
Apesar das críticas à gestão de Tarcísio de Freitas em relação a prefeitos do interior, o setor rural não sinaliza apoio a Haddad. A fonte indica que, se Geraldo Alckmin (PSB) fosse o principal nome da chapa petista, o cenário poderia ser mais favorável ao candidato, devido à sua boa relação histórica com o agronegócio durante seus 13 anos de governo em São Paulo.
Fonte: O Globo