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sábado, 24 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Haddad busca vice do agronegócio em SP, mas encontra resistência

Candidato petista ao governo de SP busca vice no agronegócio, mas encontra resistência do setor, que critica alta da Selic, taxação de LCAs e apoia majoritariamente Tarcísio de Freitas. A possível entrada de Alckmin na chapa poderia mudar o cenário.

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Haddad busca vice do agronegócio em SP, mas encontra resistência

O candidato petista ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, enfrenta dificuldades para atrair um vice ligado ao agronegócio. Apesar dos esforços, o setor demonstra forte resistência e apoia majoritariamente o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Teresa Vendramini, pecuarista e ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), recusou o convite. A assessoria de Haddad também sondou Tirso Meirelles, presidente da Faesp, que alegou não se considerar um político. Meirelles, que tem forte influência nas regiões de Franca e Ribeirão Preto, foca atualmente no fortalecimento de pequenos e médios produtores rurais.

No interior paulista, produtores rurais criticam Haddad e o governo federal pela alta taxa Selic, que teria elevado os pedidos de recuperação judicial no agro. Segundo a Serasa Experian, os pedidos de recuperação judicial no setor atingiram um recorde em 2025, com 1.990 solicitações, um aumento de 56,4% em relação a 2024.

A taxação das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) a partir de janeiro de 2026 também é um ponto de discórdia. O setor produtivo vê a medida como uma forma de aumentar a arrecadação do governo, prejudicando o acesso a crédito para compra de maquinário e insumos.

Adicionalmente, o apoio do PT a grupos de sem-terra, que promovem invasões de propriedades rurais, gera descontentamento entre os fazendeiros.

Apesar das críticas à gestão de Tarcísio de Freitas em relação a prefeitos do interior, o setor rural não sinaliza apoio a Haddad. A fonte indica que, se Geraldo Alckmin (PSB) fosse o principal nome da chapa petista, o cenário poderia ser mais favorável ao candidato, devido à sua boa relação histórica com o agronegócio durante seus 13 anos de governo em São Paulo.

Fonte: O Globo

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