O Flamengo inicia sua jornada na Libertadores 2026 enfrentando a altitude de Cusco, no Peru, nesta terça-feira. A equipe, que busca o pentacampeonato, precisa superar não apenas o modesto Cusco, como também um histórico de dificuldades em jogos fora do Brasil e em altitudes elevadas. A busca é por uma estreia na Libertadores com desafios de altitude e retrospecto adverso fora de casa.
Esta é a quarta Libertadores consecutiva em que o rubro-negro joga em altitude na fase de grupos. O retrospecto é preocupante: dois empates e três derrotas em cinco jogos. A última vitória em tais condições foi em 2021, contra a LDU, em Quito. Apesar disso, o Flamengo já venceu no mesmo estádio Inca Garcilaso de la Vega, em 2008, por 3 a 0 contra o Cienciano.
O retrospecto recente como visitante é outro ponto de atenção. Desde a conquista da Libertadores em 2022, o Flamengo venceu apenas um de 14 jogos em países vizinhos, desconsiderando finais. São sete empates e seis derrotas nesse período.
Esses resultados têm impactado as campanhas na fase de grupos, com o Flamengo se classificando em segundo lugar nos últimos três anos. Isso resultou em confrontos de mata-mata mais difíceis, com eliminações nas oitavas em 2023 e quartas em 2024.
O técnico Leonardo Jardim, em sua estreia na Libertadores, comandará uma equipe com cinco desfalques importantes, incluindo Jorginho e Erick Pulgar. A partida contra o Cusco também exige um gerenciamento de esforços, visando o clássico contra o Fluminense no sábado, pelo Brasileirão. Nico de la Cruz, no entanto, foi relacionado e viajou para o Peru.
O Cusco chega para a partida em um momento de transição, tendo trocado de técnico às vésperas da estreia. Miguel Rondelli deixou o comando para assumir o Melgar, e o uruguaio Alejandro Orfila foi contratado às pressas.