O preço exorbitante dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026 no México está ameaçando a tradição da família Rueda de assistir aos jogos juntos. Fernando, 86, Jairo, 51, e Emilio, 13, avô, pai e neto, respectivamente, lamentam a inacessibilidade dos valores, que contrastam com as Copas anteriores sediadas no país.
Jairo Rueda, especialista em finanças, tentou sem sucesso adquirir ingressos pelo sorteio oficial. A alta demanda e a especulação elevaram os preços a valores considerados "impagáveis", transformando o que era um esporte de massa em algo "classista e elitista", segundo ele.
Em contraste, Fernando Rueda relembra a Copa de 1986, quando recebeu ingressos de presente e pôde levar seus filhos aos jogos. Na época, era possível comprar bilhetes nas bilheterias no dia do evento. Hoje, a realidade é outra, com a revenda online inflacionando os preços.
Enquanto a família coleciona memórias e itens de Copas passadas, o jovem Emilio expressa frustração por não poder vivenciar a experiência de ir ao estádio no Mundial em casa. A organização conjunta entre México, Estados Unidos e Canadá também é vista com ressalvas por ele, pois sua seleção favorita, a França, jogará em cidades americanas.
Apesar das dificuldades, Jairo ainda nutre a esperança de encontrar ingressos a preços acessíveis para compartilhar o momento com a família. Ele chegou a considerar viajar para os Estados Unidos em busca de melhores oportunidades.