O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, anunciou nesta terça-feira (1º) que a Corte buscará um "consenso possível" para decidir o formato das eleições no Rio de Janeiro. A declaração ocorre em meio a uma divisão entre os ministros sobre o tema.
O julgamento, que definirá as regras para um pleito indireto após a renúncia do governador Cláudio Castro, enfrenta divergências. Enquanto parte da Corte apoia o modelo aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), com voto secreto e prazo de 24 horas para desincompatibilização, outros ministros, como Alexandre de Moraes, defendem eleições diretas.
O julgamento foi suspenso e todos os votos poderão ser revistos. Fachin reconheceu a dificuldade em obter unanimidade, mas afirmou que fará um esforço para articular uma decisão colegiada.
A situação é inédita no estado. Com a saída de Castro e a ausência de vice-governador, o comando do Executivo fluminense está interinamente com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto de Castro.