Ir para o conteúdo

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Gilmar Mendes determina soltura de delegado preso no caso Gritzbach

Ministro do STF, Gilmar Mendes, mandou soltar delegado da Polícia Civil de SP, Fábio Baena Martin, investigado no caso do assassinato do empresário Vinícius Gritzbach. A prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares, incluindo fiança e tornozeleira eletrônica.

Compartilhe
WhatsApp
Gilmar Mendes determina soltura de delegado preso no caso Gritzbach

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou nesta terça-feira (31) a libertação do delegado da Polícia Civil de São Paulo, Fábio Baena Martin. Ele é investigado no assassinato do empresário Vinícius Gritzbach, ocorrido em 2024. O termo "Gilmar Mendes determina soltura de delegado preso no caso Gritzbach" pode ser encontrado em nossa matéria.

Martin foi detido em dezembro de 2024, sob acusação de tentar extorquir Gritzbach. O empresário atuou como delator em uma investigação de corrupção policial, que visava proteger membros do PCC.

Na decisão, Mendes avaliou que o delegado não possui antecedentes criminais e não há evidências de que ele pertença à organização criminosa.

“O contexto de sua prisão preventiva não apresenta os pressupostos necessários para a manutenção de sua custódia, permitindo que ele responda ao processo em liberdade sob condições que garantam a ordem pública”, afirmou o ministro.

A prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares. Entre elas, estão o pagamento de fiança de R$ 100 mil, o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de acesso a delegacias e o contato com outros investigados.

Em nota, o advogado de defesa, Daniel Bialski, expressou alívio com a decisão e declarou que o delegado foi vítima de coação ilegal.

“Reitera-se que é inadmissível no Brasil se banalizar o direito à liberdade, se decretando e mantendo prisão automática, vedada por nossa legislação, sem contemporaneidade e o mais grave, por fatos que já haviam sido investigados e arquivados pela Justiça, por recomendação do próprio Ministério Público”, disse a defesa.

Fonte: Agência Brasil.

Leia também