O TikTok deu entrada em um pedido junto ao Banco Central do Brasil para operar como uma fintech, oferecendo serviços de crédito e pagamentos. A informação, obtida pela agência Reuters a partir de fontes próximas ao processo, indica que a gigante chinesa busca duas licenças regulatórias.
A primeira licença permitiria ao TikTok se tornar uma "emissora de moeda eletrônica", possibilitando que usuários mantenham saldos em contas pré-pagas e realizem transações dentro do aplicativo. A segunda licença o habilitaria como "sociedade de crédito direto", autorizando a concessão de empréstimos com capital próprio ou a intermediação entre credores e tomadores.
Caso aprovada, a iniciativa permitirá ao TikTok expandir sua atuação no Brasil, oferecendo serviços financeiros básicos, similar ao modelo de sucesso de outras fintechs no país. Executivos da ByteDance, empresa controladora do TikTok, estiveram reunidos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em Brasília.
A expansão para o mercado financeiro brasileiro segue uma estratégia global do TikTok, que já buscou licenças semelhantes na Indonésia. No Brasil, a plataforma já planeja um investimento significativo em um data center, demonstrando o interesse estratégico do país.
Com uma base de 131 milhões de usuários adultos no Brasil, o TikTok tem um alcance expressivo, cobrindo 80% da população adulta do país, segundo dados da DataReportal.