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domingo, 25 de outubro de 2026

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ECONOMIA

IGP-M desacelera em março com pressão do petróleo e agropecuária

IGP-M fecha março em 0,52%, influenciado por alta em produtos agropecuários e derivados de petróleo. Índice acumula deflação de 1,83% em 12 meses.

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IGP-M desacelera em março com pressão do petróleo e agropecuária

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou em março, fechando em 0,52%, uma queda em relação aos 0,73% de fevereiro. A alta foi influenciada pela pressão de produtos agropecuários e derivados de petróleo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar da desaceleração mensal, o índice acumula uma deflação de 1,83% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do IGP-M, subiu 0,61% em março. A agropecuária impulsionou essa alta, com destaque para o aumento expressivo nos preços de ovos (16,95%) e feijão (20,91%).

O cenário geopolítico no Oriente Médio impactou os preços dos derivados de petróleo, que registraram alta de 1,16% em março, revertendo a deflação de 4,63% vista em fevereiro. Essa volatilidade na cadeia do petróleo é atribuída a conflitos na região, que concentra países produtores e rotas estratégicas.

Outros componentes do IGP-M também apresentaram variações: o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,30%, pressionado pela alta na gasolina, e o Índice Nacional de Costo da Construção (INCC) avançou 0,36%.

O IGP-M é conhecido como "inflação do aluguel" por ser frequentemente utilizado como base para reajustes anuais em contratos de aluguel e algumas tarifas públicas. No entanto, a aplicação da deflação acumulada em contratos pode variar conforme cláusulas específicas.

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