O Ministério da Fazenda apresentou aos bancos uma nova proposta para renegociação de dívidas. O objetivo é aliviar o orçamento das famílias brasileiras, que atualmente destinam uma parcela recorde de sua renda ao pagamento de empréstimos. Cerca de 29,3% da renda familiar está comprometida com dívidas, o maior índice desde 2011, segundo o Banco Central.
A iniciativa, que ainda não tem nome definido, difere do programa Desenrola, lançado em 2023. A expectativa é que o governo ofereça incentivos para que as condições de renegociação sejam mais favoráveis aos consumidores. O governo propõe novo programa para renegociar dívidas de famílias.
A preocupação com o endividamento das famílias foi expressa pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele mencionou o incômodo gerado por dívidas contraídas com compras de pequenos itens pela internet, que se acumulam e comprometem o orçamento mensal. Lula culpa endividados pelo endividamento do país.
Em reunião realizada nesta segunda-feira, o secretário de Dívida Pública, Dario Durigan, detalhou a proposta a representantes de associações do setor financeiro, incluindo Febraban e ABBC. A ideia é que o processo de renegociação seja mais ágil que o Desenrola, com negociações ocorrendo diretamente entre bancos e clientes.
A Fazenda busca um programa que não crie a expectativa de soluções recorrentes, evitando incentivos ao endividamento. Assim como no Desenrola, o governo estuda oferecer estímulos para que os bancos participem ativamente, como a concessão de juros menores. O Fundo Garantidor de Operações (FGO) foi utilizado no Desenrola para garantir novos contratos a famílias de baixa renda.
Os executivos do setor financeiro ficaram de analisar a proposta e apresentar um contraprojeto em breve. O governo sinalizou urgência na resolução.
Em paralelo, o governo discute medidas para reduzir os juros do crédito rotativo do cartão de crédito. O presidente Lula questionou a alta taxa, comparando-a com a Selic, e pediu ao Ministério da Fazenda e ao Banco Central que estudem soluções para o problema. O presidente Lula pede estudo para reduzir juros do rotativo do cartão de crédito.