O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou no último sábado (29/03/2026), durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) no Texas (EUA), que o Brasil pode ser a solução para reduzir a dependência dos Estados Unidos de minerais críticos e terras-raras provenientes da China. A declaração gerou forte reação de políticos da oposição e do governo.
Segundo Bolsonaro, o Brasil tem potencial para suprir a demanda americana por esses recursos, essenciais para tecnologias modernas e estratégias de defesa. "O Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras-raras e minerais críticos", declarou o senador, que também se apresenta como pré-candidato à Presidência em 2026.
A ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) criticou a fala, classificando-a como prejudicial ao país e afirmando que "os vendilhões da pátria não tomam jeito". O deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) considerou o episódio o mais grave das eleições de 2026 até o momento, acusando Bolsonaro de oferecer riquezas nacionais em troca de apoio externo. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou o senador de "traidor da pátria" e "vendilhão de Trump".
A fala ocorreu em um contexto de maior projeção internacional de Flávio Bolsonaro, que também pediu monitoramento internacional das eleições brasileiras e criticou o governo Lula durante o evento nos EUA.
Terras-raras são 17 elementos químicos essenciais para a produção de tecnologias como baterias, equipamentos eletrônicos e turbinas. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses minerais, com cerca de 23% do total global, além de reservas significativas de lítio e nióbio.