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sábado, 24 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Diretor-geral da PF defende corporação contra "ataques covardes"

Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defende a instituição contra críticas e garante isenção nas investigações em andamento.

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Diretor-geral da PF defende corporação contra "ataques covardes"

Brasília – O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira (30) que a corporação tem sido "alvo de ataques vis e covardes", mas garantiu que sua gestão "jamais houve direcionamento de investigação". As declarações foram feitas durante evento de comemoração dos 82 anos da PF, na sede do órgão, em Brasília.

"Temos total tranquilidade de afirmar, sem rodeios, que, em nossa gestão, jamais houve direcionamento de qualquer atuação ou investigação, tampouco favorecimento ou detrimento de qualquer servidor em razão de matizes ideológicas ou políticas", discursou Rodrigues. Ele reiterou o mantra da PF: "a Polícia Federal não protege e nem persegue. Aqui a gente trabalha com isenção".

As falas de Rodrigues ocorrem em um momento de avanço da PF em inquéritos que investigam supostas fraudes no Banco Master e no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O inquérito sobre o Banco Master apura uma relação comercial entre o banqueiro Daniel Borcar e o ministro do STF Dias Toffoli. Já o caso do INSS envolveu a quebra de sigilo bancário de Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente Lula.

Rodrigues ressaltou que a atuação da PF no combate ao crime organizado e na defesa da democracia torna a instituição um alvo. "É exatamente isso que acaba nos tornando alvos de ataques de toda sorte, alguns covardes e vis, diretamente a valorosos colegas que estão à frente de importantes investigações, além de tentativas de enfraquecimento e perdas de atribuições", complementou.

O diretor-geral também elogiou publicamente o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o chefe do Coaf, Ricardo Saadi, e o ministro da CGU, Vinicius Marques de Carvalho, cujos órgãos também foram criticados por sua atuação nos casos Master e INSS.

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