Ir para o conteúdo

domingo, 25 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

BC mantém projeção de PIB a 1,6% em 2026, mas alerta para riscos

Banco Central mantém previsão de PIB a 1,6% para 2026, mas alerta para riscos geopolíticos e inflacionários. Entenda os detalhes.

Compartilhe
WhatsApp
BC mantém projeção de PIB a 1,6% em 2026, mas alerta para riscos

O Banco Central (BC) manteve a previsão de crescimento de 1,6% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. O relatório divulgado nesta quinta-feira (26) destaca, contudo, que a projeção está sujeita a maior incerteza devido aos conflitos no Oriente Médio.

O BC alertou que um prolongamento do conflito pode gerar um choque negativo de oferta, elevando a inflação e reduzindo o crescimento. Setores como o petrolífero, no entanto, podem se beneficiar.

A autarquia também sinalizou que a interrupção na distribuição de mercadorias e a redução da capacidade de produção na região podem ter impactos duradouros e significativos nos preços e na atividade econômica.

A estabilidade da projeção anual do PIB deve-se ao resultado do quarto trimestre de 2025, próximo ao esperado, e à perspectiva de expansão trimestral moderada ao longo de 2026. Esse cenário considera uma política monetária restritiva, baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, desaceleração da economia global e a ausência do impulso agropecuário de 2025.

Em 2025, o PIB do Brasil fechou em 2,3%, impulsionado principalmente pela agropecuária. Para 2026, o BC incorpora os efeitos de medidas como o aumento real do salário mínimo e a isenção ou desconto do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil ou R$ 7 mil, que podem sustentar a demanda doméstica.

O mercado de trabalho segue aquecido, com queda no desemprego e aumento nos salários. A taxa básica de juros (Selic), após sete altas consecutivas, foi reduzida para 14,75% ao ano. Contudo, o BC não descarta rever o ciclo de baixa diante das incertezas globais.

A inflação deve subir até o fim de 2026, ficando acima da meta de 3%, com probabilidade de estourar o teto de 4,5% subindo de 23% para 30%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 3,6%, pressionado pelo aumento dos preços do petróleo.

A projeção para o crescimento do crédito em 2026 aumentou de 8,6% para 9%, puxado pelo crédito livre a pessoas físicas e direcionado a pessoas jurídicas. Apesar do aumento, a projeção indica desaceleração do crédito pelo segundo ano consecutivo.

O déficit em transações correntes em 2026 foi reduzido para US$ 58 bilhões, devido à melhora na projeção do saldo comercial. O cenário externo é influenciado pelos conflitos no Oriente Médio, que elevam os riscos para o comércio internacional e as cadeias de produção.

Fonte: Agência Brasil

Leia também