Fernanda Machiavelli, atual secretária-executiva, sucederá Paulo Teixeira no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (24), em Brasília, durante a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário. Teixeira deixará o cargo para concorrer a deputado federal nas eleições de outubro.
A nomeação atende à necessidade de desincompatibilização de cargos públicos até 4 de abril, seis meses antes do pleito. "Tenho certeza que a Fernanda dará conta", declarou Lula, elogiando a experiência de Machiavelli, servidora pública de carreira e formada em ciências sociais pela USP. Ela permanecerá no cargo por nove meses.
Durante o evento, Lula destacou ações do governo na agricultura familiar, como a renegociação de dívidas de 507 mil agricultores pelo Desenrola Rural, totalizando R$ 23 bilhões. O Plano Safra já registrou um milhão de operações, com R$ 37 bilhões contratados. Cerca de 10,1 mil famílias quilombolas foram beneficiadas com a titulação de terras, e 234 mil famílias foram assentadas pelo Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) nos últimos três anos.
O presidente também criticou a ascensão de grupos extremistas e a expansão de conflitos armados globalmente. "A democracia está correndo risco em vários lugares", alertou. Lula reafirmou a soberania brasileira sobre terras raras e minerais críticos, essenciais para a segurança nacional. "Aqui nesse país quem levanta o nariz somos nós e quem cuida das nossas coisas somos nós", enfatizou.
Lula agradeceu o trabalho de Paulo Teixeira no MDA e elogiou a gestão de César Aldrighi no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Ele também se dirigiu às lideranças de movimentos sociais e comunidades quilombolas presentes, destacando a importância do diálogo e da parceria.