Hotéis de luxo na Tailândia estão oferecendo descontos de até 70% para moradores locais e expatriados. A medida surge como resposta à queda no fluxo de turistas estrangeiros, impactado pela instabilidade no Oriente Médio e o conflito no Irã.
Com diárias que normalmente ultrapassam os US$ 1.000, estabelecimentos renomados como o Mandarin Oriental em Bangkok agora cobram menos de US$ 300, incluindo serviço de mordomo e café da manhã. Resorts em praias paradisíacas também aderiram à promoção, com diárias a partir de US$ 430, um corte de quase 50%.
As interrupções nas rotas aéreas entre Europa e Ásia, essenciais para o turismo tailandês, têm encarecido e complicado as viagens. As chegadas de turistas europeus e do Oriente Médio já registram queda de 16%.
O setor de turismo, responsável por um quinto da economia da Tailândia, busca evitar um impacto maior. A meta de 37 milhões de visitantes estrangeiros para este ano se torna incerta, com projeções indicando uma possível queda pelo segundo ano consecutivo.
A estratégia de descontos agressivos, embora comum na baixa temporada, reflete uma demanda externa enfraquecida, similar ao período da pandemia. Especialistas alertam que o turismo de massa é o segmento mais vulnerável a essa desaceleração.
Padrões semelhantes são observados em Dubai, onde hotéis de luxo também promovem o "staycation" para atrair moradores locais. A tendência global é de ofertas e promoções diante da fragilidade da demanda por viagens de longa distância.