O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) reavalie o caso das joias sauditas recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
A solicitação de Moraes foca nas acusações da Polícia Federal (PF) contra Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro. Wassef admitiu em 2023 ter recomprado um relógio Rolex, vendido nos Estados Unidos.
A decisão surge após a PGR ter solicitado o arquivamento do caso, argumentando uma “lacuna legislativa” que impediria a punição de Bolsonaro pela venda das joias.
Moraes apontou que a procuradoria não analisou a parte do relatório da PF referente a Wassef. "Encaminhem-se os autos à Procuradoria-Geral da República, para manifestação quanto ao material encaminhado pela Polícia Federal acostado aos eDocs.283/284", despachou o ministro.
O inquérito das joias sauditas só será arquivado após a nova manifestação da PGR.
Em 2023, a PF indiciou Bolsonaro por lavagem de dinheiro e associação criminosa. A investigação apurou o desvio e a venda de presentes de autoridades estrangeiras recebidos durante o governo Bolsonaro, incluindo itens enviados para a Arábia Saudita.
Parte das joias, segundo a PF, saiu do país na bagagem de um avião presidencial e foi comercializada nos EUA.