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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Shopping no Brás regulariza camelôs e reorganiza comércio de rua

O Circuito de Compras no Brás lança projeto para formalizar vendedores ambulantes, oferecendo estrutura e apoio para o crescimento de negócios em um ambiente regulamentado.

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Shopping no Brás regulariza camelôs e reorganiza comércio de rua

Um projeto inovador no Brás, maior polo de comércio popular de São Paulo, busca solucionar a informalidade no varejo de rua. O Circuito de Compras (CDC), um complexo com 5.430 boxes e lojas, originado da concessão pública da antiga Feira da Madrugada, visa organizar o comércio popular, integrar vendedores ambulantes e incentivar a formalização.

O empreendimento, que já movimenta cerca de 42 mil empregos diretos e indiretos, tem 61% de seus espaços ocupados e projeta atingir a lotação total em seis anos. Segundo André Seibel, CEO do CDC, o projeto foi idealizado para acolher quem já vendia nas ruas, mas também para fortalecer toda a cadeia de suprimentos, atraindo comerciantes de outros estados em busca de preços competitivos.

Atualmente, apenas 30% dos lojistas estão formalizados, a maioria como Microempreendedores Individuais (MEIs). "A gente traz esse comerciante da rua, onde ele toma chuva e corre de polícia, para trazer para o ambiente formal", afirma Seibel. Ele destaca que o objetivo é mostrar que a vida formal pode ser vantajosa para o crescimento dos negócios.

O CDC oferece uma estrutura adaptada a diferentes portes de empreendimento. Cerca de 4.000 espaços são boxes menores, de cinco metros quadrados, funcionando como incubadoras para microempreendedores. As 1.430 lojas, com áreas entre 10 e 20 metros quadrados, são destinadas a comerciantes mais estabelecidos.

O aluguel dos espaços inicia em R$ 100 por metro quadrado, com uma média de R$ 220. O foco principal é vestuário e confecções (72%), seguido por eletrônicos (15%). O fluxo diário de visitantes é de aproximadamente 17 mil pessoas, podendo quadruplicar em datas comemorativas.

O investimento total previsto na concessão, que tem prazo de 35 anos, é de R$ 1,5 bilhão, sendo que R$ 1,1 bilhão já foram aplicados. O complexo oferece infraestrutura completa, incluindo vagas para ônibus e carros, acessibilidade, climatização e praça de alimentação.

Apesar do crescimento anual na ocupação (8% a 10%), a rotatividade mensal de 2% e a inadimplência de 15% indicam os desafios enfrentados pelos microempreendedores. Seibel ressalta a importância do viés social do projeto, buscando entender as necessidades dos comerciantes para garantir o sucesso do empreendimento.

A gestão adota políticas de compliance e procedimentos de "know your client" para monitorar as atividades. A empresa também negocia com a prefeitura a expansão do espaço para atrair ainda mais visitantes.

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