A equipe econômica do governo federal decidiu retirar a proposta de uso de recursos públicos para socorrer bancos em crise de um projeto de lei que aprimora mecanismos de intervenção no Banco Central. A medida enfrentava forte resistência de parlamentares.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o texto, agora considerado maduro, pode avançar no Congresso. Segundo ele, o socorro público não é necessário, pois o projeto prevê outros mecanismos para lidar com crises bancárias.
"Nós concordamos em suprimir esses dispositivos porque eles realmente não são necessários," declarou Haddad após reunião com o presidente da Câmara, Arthur Lira. A mudança de posição ocorreu devido à dificuldade de aprovação no Congresso e às críticas sobre o uso de dinheiro público.
O projeto, apresentado em 2019, busca modernizar a gestão de crises no sistema financeiro, priorizando soluções de mercado. Entre os instrumentos estão regime de estabilização, mecanismo de "bail-in" e criação de fundo financiado pelo próprio sistema financeiro.
Em sua última semana no cargo, Haddad reuniu-se com os presidentes do Senado e da Câmara para se despedir e agradecer o apoio durante sua gestão.