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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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JUSTIÇA E CIDADANIA

MPF quer transformar prédio abandonado do INSS no Rio em moradia popular

Proposta do MPF visa destinar prédio abandonado do INSS no centro do Rio para moradia popular, abrigando 115 famílias.

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MPF quer transformar prédio abandonado do INSS no Rio em moradia popular

O Ministério Público Federal (MPF) propôs à Justiça Federal que um prédio abandonado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), localizado na Rua do Riachuelo, no centro do Rio de Janeiro, seja destinado à habitação de interesse social. O imóvel, desocupado há mais de 30 anos, abriga atualmente a Ocupação Gilberto Domingos, composta por 115 pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, incluindo 36 crianças, adolescentes e 14 idosos.

A proposta visa garantir os direitos fundamentais das famílias residentes e encerrar uma disputa judicial pela posse do imóvel. Muitos moradores trabalham informalmente na região e têm filhos matriculados em escolas próximas, o que, segundo o MPF, reforça a importância da permanência no local.

"A manutenção dos ocupantes na localidade é necessária para a garantia de uma série de direitos fundamentais, entre os quais o direito à moradia, à educação e ao acesso ao trabalho", afirmou o procurador da República Julio Araujo, responsável pela manifestação no processo.

A proposta de acordo surgiu em uma reunião de mediação em fevereiro de 2026, com a participação do INSS, da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério das Cidades, além de representantes da sociedade civil e dos moradores.

O INSS declarou não ter interesse em retomar o imóvel e apoiou a destinação para habitação social. A SPU também indicou o prédio como prioridade para análise e possível transferência de gestão. "É nítido que nenhuma das partes deseja o prosseguimento da ação de reintegração de posse", destacou o procurador Araujo.

O acordo prevê o reconhecimento do desinteresse do INSS, a destinação do prédio para habitação social e a extinção da ação possessória. O MPF defende ainda a avaliação de instrumentos de regularização fundiária, como a inclusão da comunidade em programas habitacionais ou a concessão de direito real de uso coletivo.

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