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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Governador do MA usa jingle de Lula e lança pré-candidatura do sobrinho, gerando crise com aliado de Dino

Governador do Maranhão, Carlos Brandão, lança pré-candidatura do sobrinho Orleans Brandão com apoio a Lula, gerando crise com grupo de Flávio Dino. Vice-governador Felipe Camarão acusa rompimento de acordo e traição.

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Governador do MA usa jingle de Lula e lança pré-candidatura do sobrinho, gerando crise com aliado de Dino

São Luís, MA – O governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), lançou neste fim de semana a pré-candidatura de seu sobrinho, Orleans Brandão (MDB), ao Executivo estadual. O evento, em São Luís, utilizou um jingle adaptado de Luiz Inácio Lula da Silva e imagens do presidente, em um movimento que acirrou a disputa pelo apoio petista no estado e gerou fortes reações do grupo político ligado ao ministro do STF Flávio Dino.

A manobra de Brandão antecipa a definição do apoio do PT, almejado tanto por ele para o sobrinho quanto pelo grupo de Dino, que defende a candidatura do atual vice-governador, Felipe Camarão (PT). Carlos Brandão foi vice de Dino antes de assumir o governo.

Nas redes sociais, Camarão acusou Brandão de desrespeitar um acordo com o PT Nacional. "Só vencemos por causa de Lula/PT (...) e pela força/popularidade de Flávio Dino. Ocorre que será DESCUMPRIDO por razões familiares, por causa do programa segundo emprego para o sobrinho e pela traição ao povo do Maranhão", escreveu Camarão no Instagram, pedindo desculpas ao povo maranhense e afirmando que o grupo do governador "SERÃO DERROTADOS EM OUTUBRO!".

O diretório estadual do PT no Maranhão confirmou que a decisão sobre o nome do partido caberá a Lula, mas indicou que o cenário preferencial seria uma candidatura de terceira via, que unisse as alas divididas. O presidente Lula já havia defendido que Brandão optasse por uma candidatura ao Senado, o que o obrigaria a deixar o cargo em abril. No entanto, Brandão busca viabilizar a candidatura do sobrinho, que preside o MDB no estado.

A divisão interna no PT maranhense se intensificou após o vazamento de gravações de aliados de Dino cobrando o cumprimento de acordos eleitorais de 2024 do grupo de Brandão, incluindo o preenchimento de vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O rompimento foi criticado pelo presidente Lula, que em entrevista à TV Imirante pediu "responsabilidade" e alertou para o risco de "dar aos adversários a chance de ganhar". Uma alternativa em discussão no PT é o apoio ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), dependendo de alianças nacionais.

Patrícia Carlos, presidente estadual do PT, afirmou que o partido busca unir os dois grupos e que Lula está articulando uma candidatura que não seja nem Orleans nem Camarão. "O presidente vem tentando articular uma candidatura, que não seja nem Orleans, nem Camarão, para consolidar uma junção das alas no estado", disse.

Aliados de Brandão defendem que o governador tem uma parceria sólida com Lula e que a decisão de distanciamento político partiu de Camarão. Eles rechaçam a narrativa de uma disputa pelo apoio presidencial e afirmam que Camarão possui pouca força eleitoral local.

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