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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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DF recorre para salvar BRB de intervenção com aporte de imóveis

Decisão judicial impede uso de terrenos públicos para aportar capital no banco. Governo alega risco de liquidação e intervenção federal.

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DF recorre para salvar BRB de intervenção com aporte de imóveis

O Governo do Distrito Federal entrou com recurso nesta segunda-feira (16) contra uma liminar que impede o uso de terrenos públicos para capitalizar o Banco de Brasília (BRB). A decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, do juiz Daniel Eduardo Branco Carnacchioni, considerou que os imóveis cedidos não têm relação com a atividade do banco. O governo alega que a medida pode levar o BRB à liquidação ou intervenção federal.

A liminar, segundo o Executivo local, impede uma solução robusta para a crise de liquidez do banco e pode gerar perda de confiança do mercado. A expectativa é que a decisão seja derrubada nesta terça-feira (17), um dia antes da reunião da assembleia de acionistas que discutirá o plano de capitalização do banco. O plano visa dar mais solidez ao balanço após prejuízos com negócios entre a antiga direção do BRB e o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A lei sancionada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) na semana passada autorizava o uso de nove imóveis públicos para cobrir um prejuízo estimado em R$ 6,6 bilhões, decorrente de operações anteriores. O juiz, no entanto, apontou a falta de avaliação prévia dos ativos e a comprovação de interesse público. O termo "DF recorre para salvar BRB de intervenção com aporte de imóveis" tem como URL: /2026/03/16/df-recorre-para-salvar-brb-de-intervencao-com-aporte-de-imoveis/ e "Justiça suspende uso de imóveis do DF para salvar o BRB" tem como URL: /2026/03/16/justica-suspende-uso-de-imoveis-do-df-para-salvar-o-brb/.

O plano de recuperação do BRB prevê a incorporação dos imóveis para lastrear empréstimos de até R$ 3,3 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou a constituição de um fundo imobiliário. O banco precisa apresentar seu balanço de 2025 até 31 de março, quando terá que provisionar R$ 8,8 bilhões para cobrir possíveis perdas com os ativos do Master, o que pode comprometer seu enquadramento nas regras prudenciais.

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