O Brasil tem o interesse de aumentar a produção e importação de gás natural da Bolívia. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (16), após reunião com o presidente boliviano, Rodrigo Paz, em Brasília. Lula destacou a cooperação energética como um pilar fundamental na relação entre os dois países, especialmente em um cenário internacional de instabilidade no fornecimento de combustíveis.
Lula ressaltou que a Bolívia é um fornecedor seguro de gás natural para o Brasil e que há possibilidade de ampliar investimentos para aumentar o volume exportado. A Petrobras tem um histórico de atuação na Bolívia, contribuindo para a integração energética regional. O gasoduto Brasil-Bolívia é visto como uma ferramenta para ampliar a integração dos mercados de gás do Cone Sul e pode suprir futuras fábricas de fertilizantes bolivianas.
Além do gás, Brasil e Bolívia assinaram um acordo para interligar seus sistemas elétricos, com a construção de uma linha de transmissão entre Mato Grosso do Sul e a província boliviana de Santa Cruz. O objetivo é otimizar o uso de recursos energéticos e levar eletricidade a áreas remotas. O Brasil também se mostrou disposto a cooperar com a Bolívia em biocombustíveis e outras energias renováveis, visando segurança energética, diversificação de fontes e descarbonização.
O presidente boliviano, Rodrigo Paz, também sinalizou interesse em parcerias na área de mineração, dada a riqueza mineral da Bolívia. A cooperação entre os países abrange ainda integração física, combate a ilícitos transnacionais, comércio, investimentos, desenvolvimento, turismo e segurança.
No comércio, Lula mencionou que o Brasil é o segundo maior parceiro comercial da Bolívia, mas que o intercâmbio caiu nos últimos anos. Há disposição para impulsionar parcerias em setores como alimentos, agricultura e biotecnologia. Uma futura ponte ligando os dois países e a abertura de eventos empresariais visam fortalecer ainda mais o comércio bilateral e a integração regional.