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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Paes acusa governo Castro de usar prisão de vereador para atingi-lo

Prefeito Eduardo Paes acusa governo Cláudio Castro de usar prisão de vereador para atingi-lo e denuncia possível uso político da polícia. Críticas também a Flávio Bolsonaro sobre gestão de hospitais federais.

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Paes acusa governo Castro de usar prisão de vereador para atingi-lo

O prefeito Eduardo Paes (PSD) acusou o governo Cláudio Castro (PL) de usar a prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD) como manobra política para atingi-lo. A declaração foi dada nesta sexta-feira (13), dois dias após a detenção do aliado de Paes. O prefeito afirmou que denunciará o suposto uso político da Polícia Civil à Procuradoria Geral da República (PGR), à Polícia Federal (PF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

"Se eles têm o objetivo de me alcançar, que me investiguem e não sejam covardes de ir para cima de vereador para me atingir", declarou Paes, referindo-se ao governador como parte de uma "corja de covardes" e de "bandidos, delinquentes". O prefeito prometeu enfrentar os adversários nas próximas eleições.

Paes sustentou que a prisão de Salvino, descrito como "cria da Cidade de Deus" e presidente da Comissão de Políticas para as Favelas na Câmara do Rio, baseou-se em indícios como o autoentendimento do vereador como morador da comunidade e sua atuação na comissão. "Visão dessa gente preconceituosa", criticou Paes, ao associar a ação policial à ideia de que todo morador de favela estaria ligado ao crime organizado.

Segundo o prefeito, a bancada federal do PSD no Rio buscará audiência com o diretor da PF, Andrei Rodrigues, o PGR Paulo Gonet e o ministro Alexandre de Moraes para formalizar a denúncia. Paes relatou ainda que integrantes do governo estadual e da Polícia Civil admitiram reservadamente o erro na operação.

Em evento com o presidente Lula (PT) e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Paes e o secretário de Saúde municipal, Daniel Soranz, também criticaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O prefeito atribuiu ao senador a responsabilidade por indicações políticas na gestão anterior do Hospital Federal do Andaraí, que, segundo ele, estava "destruído" durante a pandemia de Covid-19.

O presidente Lula inaugurou o novo setor de trauma do Hospital Federal do Andaraí. Paes, que deixará a prefeitura nas próximas semanas para se candidatar ao governo do estado, destacou a frustração com a situação dos hospitais federais e agradeceu a Lula pela liberação de recursos para a unidade.

Daniel Soranz detalhou que o hospital funcionava precariamente, com contratos emergenciais na gestão de Bolsonaro e atraso na obra da cozinha, gerando custos elevados com alimentação externa. Ele acusou haver "questão intencional" em manter contratos emergenciais e criticou a "destruição completa" causada pelas indicações de Flávio Bolsonaro, que resultou na morte de pacientes por falta de assistência.

Alexandre Padilha classificou a situação como um "apagão" na rede de saúde pela família Bolsonaro, afirmando que o projeto era "sucatear os hospitais federais do Rio".

Fonte: O Globo

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