O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), reuniu-se com lideranças do PL, PP e União Brasil nesta sexta-feira (13) para discutir sua situação jurídica e política. Réu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no caso Ceperj, Castro ainda não definiu se renunciará ao cargo antes da retomada do julgamento da Corte, marcada para 24 de março.
A decisão sobre sua permanência ou saída foi deixada em aberto, com possibilidade de anúncio na próxima semana. Castro avalia a permanência no cargo, mesmo com o julgamento no TSE prestes a ser retomado. O mandatário está dividido entre tentar manter o cargo até o esgotamento de recursos em caso de condenação ou renunciar até abril para se candidatar ao Senado, como planejava inicialmente.
A permanência de Castro no Palácio Guanabara contraria os planos do PL, que previa sua candidatura ao Senado com seu secretário, Douglas Ruas (Cidades), como sucessor no governo. A desincompatibilização de Castro até 4 de abril permitiria a Ruas concorrer à eleição indireta convocada pela Assembleia Legislativa (Alerj). O PL almeja que Ruas administre o estado por seis meses para ganhar notoriedade e fortalecer a chapa nacional de Flávio Bolsonaro, visando as eleições de outubro contra o prefeito Eduardo Paes (PSD).
Castro foi surpreendido pela presidente do TSE, Cármen Lúcia, que marcou o caso para o dia 24 de março, após pedido de vista do ministro Nunes Marques. Aliados do governador buscavam adiar a decisão do TSE para que o julgamento fosse concluído após sua eventual diplomação como senador.
Em caso de cassação, a eleição suplementar para um mandato-tampão será influenciada pela data da decisão final do TSE e pelo cargo ocupado por Castro no momento. Segundo especialistas em direito eleitoral, se a cassação ocorrer até 5 de julho (seis meses antes do fim do governo) e Castro ainda for governador, haverá eleição direta. Se a decisão for posterior a essa data, mesmo com Castro no cargo, a eleição será indireta, pela Alerj.