Políticos da base do governo federal lançaram um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (13) que associa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a organizações criminosas do Rio de Janeiro. O material aponta ligações do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com figuras como Gutemberg Fonseca, secretário estadual de Defesa do Consumidor, e Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esportes e Lazer. Ambos são investigados pela Polícia Federal por suposto envolvimento com o Comando Vermelho (CV).
O vídeo foi compartilhado por nomes como Gleisi Hoffmann, ministra de Relações Institucionais, Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, e o deputado federal Rogério Correia (PT-MG). Nas postagens, Gleisi e Correia descreveram o conteúdo como "as conexões de Flávio Bolsonaro com o submundo do crime", acusando o senador de envolvimento com "rachadinha, lavagem de dinheiro, crime organizado, milícias".
Gutemberg Fonseca foi indicado por Flávio Bolsonaro para cargos no governo do Rio e já atuou em posições sob sua indicação na gestão do ex-prefeito Marcelo Crivella. Diálogos interceptados pela PF, segundo reportagem do GLOBO em novembro de 2025, indicaram a relação do CV com membros do governo Cláudio Castro, incluindo Fonseca, que teria se encontrado com um membro da facção para discutir "cobertura política", o que ele nega.
Alessandro Pitombeira, advogado preso desde o ano passado, foi alvo de nova prisão nesta semana na Operação Anomalia, que investiga um grupo criminoso envolvido na negociação de vantagens indevidas. Pitombeira atuou em secretarias municipais e estaduais, e também teria sido indicado por Flávio Bolsonaro, o que o senador nega, afirmando que foi apresentado ao advogado por Gutemberg Fonseca.
O vídeo também menciona a relação de Flávio Bolsonaro com Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope e criador do Escritório do Crime. O senador empregou a ex-mulher e a mãe de Adriano em seu gabinete na Alerj. O senador era próximo de Adriano da Nóbrega, morto em 2020.
A divulgação do vídeo ocorre em meio a uma troca de acusações entre o PT e o PL. Na segunda-feira (10), o PT acionou o TSE contra o PL por um vídeo que associa o governo Lula a escândalos financeiros do Banco Master e do INSS. O PL divulgou um material intitulado "A Grande Quadrilha", que utiliza inteligência artificial para ligar Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, a um suspeito de envolvimento em desvios no INSS.