O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, defendeu nesta terça-feira (10) o fim dos chamados "penduricalhos", verbas extras que inflacionam os salários no Judiciário. Em pronunciamento, Mello Filho afirmou que o debate é inevitável e que o próprio sistema de Justiça precisa "corrigir rotas" para recuperar a confiança da sociedade. "Eu acredito que a união de todos nós fará com que conquistemos de volta a confiança da sociedade, mas que sejamos capazes de corrigir rotas", declarou.
O magistrado reconheceu a necessidade de enfrentar práticas inadequadas, como remunerações pouco transparentes e potenciais conflitos de interesse, que comprometem a imagem do Judiciário. Mello Filho ressaltou a importância de o Judiciário manter um diálogo aberto com a sociedade e a imprensa, especialmente em meio a discussões sobre supersalários e benefícios pagos a magistrados.
"No Tribunal Superior, eu tenho enfrentado todo tipo de convulsão possível em razão desse momento. E eu tenho aberto o diálogo francamente para que nós possamos dizer claramente que a nossa missão será constituída, será efetivada com republicanismo", disse o presidente do TST.
Ele enfatizou que a legitimidade do Judiciário está atrelada à forma como seus membros respondem às críticas e aos desafios institucionais. "Os juízes têm que servir. No momento de crise, o Poder Judiciário é essencial à democracia brasileira", concluiu.
Fonte: O Globo.